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segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

A Cummingtonita: Um Mineral Anfíbolo e Sua Importância na Geologia Metamórfica






 A cummingtonita, um mineral pertencente ao grupo dos anfíbólios, destaca-se por sua composição química complexa e por ocorrer em rochas metamórficas, frequentemente associada a formações ferríferas. Descoberta no início do século XIX, esse mineral silicato de ferro e magnésio tem sido estudado por sua relevância em processos geológicos e, em certas variedades, por questões de saúde pública relacionadas ao amianto. Esta dissertação explora de forma abrangente os aspectos da cummingtonita, incluindo a origem de seu nome, variedades, história, composição química, propriedades físicas como dureza na escala de Mohs, densidade relativa, ponto de fusão, clivagem, fratura, índice de refração, cor, brilho, transparência e cristalização. Ademais, serão discutidas suas localizações geográficas, utilizações industriais e notícias recentes sobre o mineral. Com base em fontes geológicas confiáveis, busca-se fornecer uma análise integrada que enfatize não apenas os atributos científicos, mas também os impactos ambientais e de saúde associados a esse mineral.

Origem do Nome

O nome "cummingtonita" origina-se da localidade tipo onde foi descoberta, a cidade de Cummington, no estado de Massachusetts, Estados Unidos. O termo foi cunhado em 1824 pelo geólogo Chester Dewey, que identificou o mineral em amostras locais. Essa nomenclatura reflete a tradição mineralógica de nomear espécies com base em seus locais de descoberta, destacando a importância geográfica na taxonomia mineral. Embora o nome tenha ganhado notoriedade popular por sua fonética peculiar, sua etimologia é puramente topônima.

Variedades

A cummingtonita faz parte de uma série de solução sólida com a grunerita, variando de magnesiocummingtonita (rica em Mg) a grunerita (rica em Fe). Composições intermediárias (30-70% de Fe₇Si₈O₂₂(OH)₂) são classificadas como cummingtonita. Substituições de manganês podem formar séries com tirodita e dannemorita. Uma variedade notável é a amosita, uma forma asbestiforme rara da grunerita, extraída na África do Sul e nomeada a partir do acrônimo "Asbestos Mines of South Africa" (AMOSA). Não há variedades adicionais amplamente reconhecidas, mas variações químicas ocorrem devido a impurezas como Mn, Ca e Al.

História

A história da cummingtonita inicia-se em 1824, quando Chester Dewey a descreveu pela primeira vez em Cummington, Massachusetts, destacando sua aparência física incomum no American Journal of Science. Análises químicas subsequentes foram realizadas por Thomson em 1831 e aprimoradas por Smith e Brush em 1853. Em 1978, Leake redefiniu o intervalo composicional (Mg/Mg + Fe = 0.3-0.7), e em 2006, Hawthorne e Oberti ajustaram os limites com a grunerita para Mg:Fe²⁺ = 1:1, tornando inválidas algumas descrições antigas. Reconhecida pela IMA como "grandfathered" (descrita antes de 1959), a cummingtonita é um anfíbolo metamórfico, polimorfo com a antofilita ortorrômbica. Sua variedade amosita ganhou importância na mineração de amianto na África do Sul durante o século XX, levantando preocupações ambientais.

Composição Química

Quimicamente, a cummingtonita é representada pela fórmula ◻{Mg₂}{Mg₅}(Si₈O₂₂)(OH)₂, um silicato de magnésio e ferro com hidroxila. Pertence ao subgrupo dos anfíbólios de magnésio-ferro-manganês, com Mg dominante nas posições B e C. Sua massa molecular varia com substituições, mas no end-member ideal, inclui 49,18% de O, 28,78% de Si, 21,79% de Mg e 0,26% de H. Impurezas comuns incluem Mn, Ca, Al, Ti, Na e K, o que a classifica como um mineral halogenado ausente, mas rico em elementos de transição.

Propriedades Físicas

A cummingtonita apresenta propriedades físicas típicas de anfíbólios. Sua dureza na escala de Mohs varia de 5 a 6, permitindo ser riscada por uma lâmina de aço. A densidade relativa (gravidade específica) situa-se entre 3,1 e 3,6, refletindo variações composicionais. O ponto de fusão não é bem definido, pois anfíbólios como a cummingtonita decompõem-se antes de fundir, com estabilidade térmica até cerca de 800°C em baixas pressões, conforme estudos termodinâmicos.

Quanto à clivagem, é perfeita em {110}, intersectando em ângulos de 54° e 126°. A fratura é lasciva ou irregular. O índice de refração é birrefringente, com nα = 1,639–1,671, nβ = 1,647–1,689 e nγ = 1,664–1,708. A cor varia de verde escuro, marrom, cinza a bege, com seções finas incolores a verde pálido. O brilho é vítreo a sedoso, e a transparência é translúcida, transmitindo luz em bordas finas.

Cristalização

A cummingtonita cristaliza no sistema monoclínico, com classe prismática (2/m) e grupo espacial C2/m. Os parâmetros da célula unitária são a = 9,53 Å, b = 18,23 Å, c = 5,32 Å, β = 101,97°, com Z = 2. Seu hábito é frequentemente fibroso, prismático ou acicular, com geminação comum. Ocorre em agregados radiantes ou colunares, típicos de ambientes metamórficos.

Localização Geográfica

A cummingtonita é encontrada em rochas metamórficas de grau médio, formações ferríferas metamorfoseadas e, raramente, em rochas vulcânicas silícicas ou gabros. O local tipo é Cummington, Massachusetts (EUA). Outras ocorrências incluem Suécia (Dannemora), África do Sul (Transvaal para amosita), Escócia, Nova Zelândia, região do Lago Superior (EUA e Canadá), Labrador (Canadá), Austrália, Áustria, Brasil, Canadá, China, Finlândia, França, Itália, Japão, Noruega, Rússia, Espanha, Reino Unido e diversos estados americanos como Califórnia, Michigan e Nova York.

Utilização

As utilizações da cummingtonita são limitadas devido à sua raridade e associação com amianto. A variedade amosita foi historicamente minerada como amianto para isolamento térmico, resistência ao fogo e materiais de construção, mas seu uso declinou por riscos à saúde. Em contextos geológicos, serve como indicador de condições metamórficas. Não há aplicações industriais modernas significativas, priorizando-se estudos científicos sobre sua termodinâmica e petrologia.

Notícias Recentes Sobre o Mineral

Em anos recentes, a cummingtonita tem sido destacada em contextos científicos e de saúde pública. Em fevereiro de 2025, um artigo revisou os riscos de amianto anfíbolo, incluindo cummingtonita-grunerita (amosita), associando-o a doenças autoimunes como artrite reumatoide e lúpus, com odds ratio de 2,78 para autoanticorpos antinucleares. Exposições em locais como Libby (Montana) e Nova York amplificam preocupações, impulsionadas por mudanças climáticas e urbanização. Em agosto de 2025, um estudo sobre termodinâmica e petrologia da cummingtonita confirmou sua cristalização abaixo de 800°C, contribuindo para modelos metamórficos. De novembro de 2025 a janeiro de 2026, levantamentos geofísicos no Novo México investigaram amianto natural, incluindo anfíbólios como cummingtonita, para mapear riscos ambientais. Além disso, em 2025, vídeos virais no TikTok discutiram o nome do mineral de forma humorística, aumentando sua visibilidade popular.

Conclusão

A cummingtonita exemplifica a interseção entre geologia, história mineralógica e questões contemporâneas de saúde e ambiente. De sua descoberta em Massachusetts a estudos recentes sobre riscos de amianto e propriedades termodinâmicas, o mineral ilustra como espécies geológicas podem influenciar debates globais. Com o declínio de usos industriais e foco em pesquisas, seu legado enfatiza a necessidade de monitoramento ambiental sustentável e conscientização sobre exposições a anfíbólios.




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