O período entre março e o início de abril de 2026 destacou a mineração como setor estratégico tanto no Brasil quanto globalmente. No país, o foco esteve nos minerais críticos (terras raras, lítio, cobre e níquel), com intensa atividade diplomática, apresentação de projetos internacionais e debates sobre soberania nacional. No mundo, o setor registrou forte movimento de fusões e aquisições (M&A), financiamento robusto e avanços na transição energética, com cobre e ouro em destaque.
Aqui estão algumas imagens ilustrativas do setor:
Vista aérea de uma grande operação de mineração de ferro em Carajás (Pará), uma das principais regiões mineradoras do Brasil.
Operação de mineração de lítio no Vale do Jequitinhonha (Minas Gerais), região associada à Sigma Lithium e ao potencial de minerais críticos.
Mineração no Brasil: Avanço em Minerais Críticos e Debate Regulatório
O Brasil reforçou sua posição como fornecedor alternativo de minerais estratégicos. Durante a PDAC 2026 (Prospectors & Developers Association of Canada), realizada em Toronto no início de março, a delegação brasileira apresentou uma carteira de 35 projetos de minerais críticos, com potencial de investimento de US$ 5,5 bilhões. O evento, que contou com o “Brazilian Mining Day”, atraiu investidores internacionais e reforçou parcerias, especialmente com o Canadá.
Imagem aérea detalhada da mina de lítio da Sigma Lithium em Araçuaí/Itinga (MG), ilustrando a escala das operações de minerais críticos no Brasil.
O Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) elevou a previsão de investimentos no setor para US$ 76,9 bilhões entre 2026 e 2030 (alta de 12,5%), com US$ 21,3 bilhões direcionados a minerais críticos. Empresas como a Vale mantiveram planos de capex entre US$ 5,4 e 5,7 bilhões para 2026, priorizando expansão em cobre e níquel. Outras iniciativas incluíram o primeiro embarque de terras raras da ADL Mineração para o Canadá (início de abril) e avanços da Jaguar Mining em reservas de ouro.
O tema ganhou forte contorno geopolítico. Em março, os Estados Unidos promoveram um fórum em São Paulo (18/03) e assinaram acordos com estados como Goiás (investimento potencial de até US$ 565-575 milhões em terras raras). O presidente Lula enfatizou a soberania brasileira sobre esses recursos. Paralelamente, o governo discutiu a criação de uma estatal de terras raras (“Terrabras” ou “Terras Raras Brasileiras S.A.”). Em 10 de abril, projeto de lei formal propôs a empresa pública para pesquisa, exploração, beneficiamento e comercialização, com inspiração na Petrobras e controle majoritário da União. Debates no Congresso sobre a Política Nacional de Minerais Críticos enfrentaram atrasos por disputas políticas.
Outros destaques regulatórios incluíram o vencimento do Relatório Anual de Lavra (RAL) em 16 de março e o prazo da Declaração de Investimento em Pesquisa Mineral (DIPEM) até 30 de abril. Ocorreram ainda incidentes pontuais, como transbordamento de estrutura em Itatiaiuçu (MG) no final de março, e avanços em tecnologia, como a plataforma de IA da Samarco para otimização de pelotas.
O Brasil melhorou significativamente no ranking global de atratividade para investimentos minerários (subiu da 56ª para a 19ª posição segundo o Fraser Institute), sinalizando maior confiança internacional.
Mineração no Mundo: M&A Ativo, Cobre e Ouro em Evidência
Globalmente, o primeiro trimestre de 2026 registrou financiamento e M&A no setor de mineração e metais totalizando cerca de US$ 43,8 bilhões, com ouro (49% dos deals) e cobre (40,5%) dominando. A perspectiva para o ano foi de continuidade na corrida por minerais críticos, impulsionada pela transição energética e eletrificação.
Destaques corporativos incluíram aquisições em cobre (ex.: Hudbay Minerals adquirindo Arizona Sonoran) e consolidações em ouro (Zijin Mining na China). O setor avançou em inovação, com maior uso de automação, IA e foco em ESG — a mineração não-carvão representa fração mínima das emissões globais de gases de efeito estufa.
A mineração em águas profundas ganhou atenção, com discussões sobre regulamentação internacional. Preços de metais estratégicos permaneceram resilientes, influenciados por demanda de IA, energias renováveis e tensões geopolíticas.
Perspectivas e Desafios
Março e início de abril de 2026 consolidaram a mineração como pilar da transição energética e da segurança de suprimentos. No Brasil, o impulso aos minerais críticos posiciona o país como ator relevante, mas exige equilíbrio entre atração de investimentos estrangeiros, desenvolvimento de cadeia local de refino e licença social com comunidades.
Globalmente, o setor mostra resiliência, com M&A e tecnologia como drivers, mas enfrenta riscos de fragmentação por protecionismo e desafios ambientais.
Os próximos meses devem trazer mais definições regulatórias no Brasil (incluindo o destino da proposta de estatal) e evolução de projetos de cobre, ouro e minerais do mar profundo no cenário internacional. O setor demonstra potencial de crescimento, dependendo de estabilidade geopolítica e execução dos investimentos anunciados.
Este resumo compila as principais tendências e eventos reportados no período, com base em fontes do setor mineral brasileiro e internacional. Imagens adicionais ilustram a escala e a diversidade das operações mencionadas.
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