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domingo, 8 de março de 2026

Principais Notícias do Setor de Mineração no Brasil e no Mundo: Fevereiro e Início de Março de 2026

 O setor de mineração global e brasileiro viveu um período dinâmico entre fevereiro e o início de março de 2026, marcado pela intensificação da corrida por minerais críticos, impulsionada pela transição energética e pela eletrificação global. No mundo, destaque para parcerias internacionais, debates sobre normas éticas e investimentos em suprimentos estratégicos, enquanto no Brasil, o foco esteve em acordos bilaterais, exportações recordes e projeções de crescimento em cobre, níquel e terras raras. Este artigo compila as principais notícias, baseadas em fontes confiáveis, para oferecer uma visão completa do panorama.

Trump Unveils $12 Billion Critical Minerals Stockpile - The New York Times

Panorama Global: Geopolítica e Demanda por Minerais Críticos

O mês de fevereiro de 2026 foi caracterizado por um "Geopolitical Gold Rush", como descrito em resumos do setor, com nações ocidentais formalizando estruturas de financiamento para garantir cadeias de suprimento de minerais críticos. A demanda por minerais como lítio, níquel e cobalto, essenciais para baterias e tecnologias renováveis, continua em alta devido à expansão de energias renováveis e veículos elétricos.

Chamados da ONU por Práticas Justas

Em 5 de março, a ONU apelou por "fair play" na corrida global por minerais críticos, enfatizando a necessidade de normas internacionais para evitar tensões geopolíticas e garantir uma transição equitativa para economias de zero carbono. No dia seguinte, reforçou a importância de respeitar padrões estabelecidos na extração e processamento desses recursos, projetando um aumento na demanda global nas próximas décadas.

Parcerias e Investimentos Internacionais

O Canadá anunciou, em 2 de março, 30 novas parcerias em minerais críticos com investimentos de C$12,1 bilhões, mobilizando capital e cooperação para projetos prioritários. Nos EUA, o presidente Trump priorizou a caça global por minerais, com acordos em países como Ucrânia e Austrália, e uma visita do Secretário do Interior a Venezuela para acesso a reservas de terras raras e ouro. A Groenlândia registrou aumento no interesse de investidores da UE, Canadá e Reino Unido em sua mineração, impulsionado por ameaças de anexação de Trump.

Debates sobre Mineração em Águas Profundas e Ártica

O debate sobre mineração em águas profundas atingiu um momento crítico, com governos discutindo um código de mineração no fundo do mar na Assembleia da Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos, em março. No Ártico, o interesse em mineração na Groenlândia reflete a importância estratégica de minerais críticos, embora planos noruegueses tenham sido pausados por oposição pública.

Mercado de Níquel e Prata

No níquel, preços spot caíram, mas governos correm para estocar minerais críticos em uma era de "nacionalismo de recursos". A Nornickel reportou lucro de US$2,47 bilhões em 2025, enquanto a Vale vendeu operações no Canadá. Na prata, o rally pode entrar em nova fase, com instituições migrando para ações de mineração.

Conferências e Perspectivas

A PDAC 2026, em Toronto, atraiu recordes de participantes, refletindo momentum global em exploração. Saskatchewan promoveu seu setor na conferência, projetando produção de seis minerais críticos até o fim de 2026. No geral, preços de minerais permanecem altos, com Peru e Chile liderando em cobre.

Principais Investimentos Globais em Fevereiro-Março 2026
País/Iniciativa
Canadá (Critical Minerals Production Alliance)
EUA (Ex-Im Bank para "energy dominance")
Venezuela (Acordo com Trafigura)

Mine cost outlook 2026: Inflation, new supply reshape global mining landscape | S&P Global

Panorama Brasileiro: Exportações em Alta e Acordos Estratégicos

No Brasil, o setor mineral projeta investimentos de US$76,9 bilhões entre 2026-2030, com destaque para cobre, níquel e terras raras, juntando-se ao minério de ferro e ouro. O país acelera na corrida global por minerais críticos, firmando parcerias para reduzir dependência da China.

Exportações e Balança Comercial

Minas Gerais registrou US$6,6 bilhões em exportações nos primeiros dois meses, alta de 5,9%, com ouro crescendo 82,7%. Exportações de ouro não monetário subiram 72% em fevereiro, para US$700 milhões, impulsionadas pela demanda global. A balança comercial teve superávit de US$4,208 bilhões em fevereiro, o quarto melhor para o mês, graças a petróleo e minérios.

Acordos Internacionais

O Brasil assinou pactos com Índia (US$20 bilhões em mineração e minerais) e Coreia do Sul para processamento de terras raras, visando EVs e defesa. Com os EUA, um acordo de US$565 milhões financia extração de terras raras. Parcerias com Europa e Índia visam exploração de minerais críticos até março.

Projetos e Investimentos Domésticos

A St George Mining elevou em 75% estimativas em Araxá. Cabral Gold avança projeto de ouro no Pará, com produção prevista para Q4 2026. Aura Minerals investirá US$278 milhões em expansão; Cedro Participações, R$5 bilhões em logística e US$700 milhões em pellet feed. Grandes mineradoras como Vale e Ero Copper planejam milhões em operações.

Outros Destaques

Importações de fertilizantes do Oriente Médio caíram 34% devido a conflitos. IGP-DI de fevereiro recuou 0,84%, puxado por minério de ferro e soja. Na PDAC 2026, Brasil destacou dados geológicos e estudos de minerais críticos. Expectativas para 2026 incluem ciclo de crescimento, com real valorizado.

Brazilian Mining Modernization: Tech & Critical Minerals

Conclusão: Tendências e Desafios Futuros

O período reflete uma aceleração na geopolítica mineral, com Brasil posicionando-se como fornecedor chave. Desafios incluem burocracia e tarifas, mas oportunidades em minerais críticos prometem crescimento sustentável. Com política acelerando, o setor pode ver mais investimentos, priorizando precisão e segurança de suprimentos.



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domingo, 8 de fevereiro de 2026

Terras Raras e Minerais Críticos: O Novo Ouro da Transição Energética e da Geopolítica Global

 Em um mundo cada vez mais dependente de tecnologias avançadas, energias renováveis e defesa nacional, dois conceitos ganharam centralidade estratégica: as terras raras (ou elementos de terras raras, ETR) e os minerais críticos. Esses recursos não são apenas matérias-primas — são o alicerce invisível da economia moderna, da mobilidade elétrica à inteligência artificial, passando por turbinas eólicas, chips e sistemas de defesa. Com a China dominando grande parte da cadeia produtiva e a demanda explodindo devido à transição energética, o tema se tornou uma questão de segurança nacional e oportunidade geopolítica. O Brasil, com a segunda maior reserva mundial de terras raras, encontra-se no centro desse jogo.

O Que São as Terras Raras?

As terras raras compreendem um grupo de 17 elementos químicos: o escândio (Sc), o ítrio (Y) e os 15 lantanídeos (do lantânio ao lutécio). Apesar do nome, eles não são “raros” na crosta terrestre — são mais abundantes que o ouro ou a prata em muitos lugares. O que os torna desafiadores é a dificuldade de extração e separação econômica, pois ocorrem misturados em depósitos minerais e possuem propriedades químicas muito semelhantes.

Os depósitos principais incluem carbonatitos (como em Araxá, Minas Gerais) e argilas iônicas. Os elementos são divididos em leves (mais comuns, como lantânio, cério, neodímio) e pesados (mais raros e valiosos, como disprósio e térbio), essenciais para aplicações de alta performance.

Minerais Críticos: Conceito e Importância Estratégica

Os minerais críticos vão além das terras raras. São elementos essenciais para a economia e a segurança nacional, mas com alto risco de interrupção no suprimento devido à concentração geográfica, desafios ambientais ou tensões políticas. Listas oficiais (como as do USGS nos EUA, da UE e do Brasil) incluem lítio, cobalto, níquel, grafite, cobre, nióbio e terras raras.

Esses minerais são “críticos” porque:

  • Sustentam a transição energética (meta de descarbonização global).
  • Habilitam tecnologias de ponta (eletrônicos, IA, 5G/6G).
  • São vitais para defesa (mísseis, radares, jatos).

A demanda deve multiplicar-se nos próximos anos. A Agência Internacional de Energia (AIE) projeta crescimento de 3 a 6 vezes até 2040 para vários desses materiais em cenários de energia limpa.

Aplicações na Atualidade: Do Celular ao Carro Elétrico

As terras raras e minerais críticos estão em praticamente tudo que usamos:

  • Ímãs permanentes de alto desempenho (neodímio, praseodímio, disprósio): Motores de veículos elétricos (VE) e geradores de turbinas eólicas. Um único VE pode conter até 2-3 kg de neodímio.

  • Baterias: Lítio, cobalto, níquel e grafite são fundamentais para a densidade energética e durabilidade das baterias de íon-lítio.
  • Eletrônicos e iluminação: Europio e térbio em telas e LEDs; ítrio em fibras ópticas.
  • Defesa e aeroespacial: Samário em ímãs de mísseis; terras raras em lasers, radares e ligas leves.
  • Outros: Catalisadores automotivos (cério), polimento de vidro, medicina (MRI) e até agricultura (remineralização).

Sem esses materiais, a transição para uma economia verde seria impossível — ou muito mais cara e lenta.

Produção Global e o Domínio Chinês

A produção global de terras raras (em equivalente de óxido de terras raras, REO) atingiu cerca de 390 mil toneladas em 2024, com projeções de crescimento contínuo.

  • China: Produz ~70% (cerca de 270 mil toneladas) e detém ~49% das reservas conhecidas (44 milhões de toneladas). Domina ainda mais o processamento e refino (85-90%), incluindo a fabricação de ímãs.
  • Outros produtores: EUA (~45 mil toneladas, principalmente Mountain Pass), Austrália, Mianmar, Tailândia e Vietnã.

Em 2025, a China endureceu controles de exportação sobre elementos médios e pesados e tecnologias de processamento de ímãs, em resposta a tensões comerciais com os EUA. Isso gerou alertas de escassez e aceleração de esforços de diversificação (“friendshoring”).

Principais depósitos minerais de terras raras no mundo

Mapa global de depósitos de terras raras destaca a concentração na China, Brasil, Austrália e África.

O Papel Estratégico do Brasil

O Brasil possui 21 milhões de toneladas de reservas de terras raras (23% do total global), a segunda maior do mundo, atrás apenas da China. No entanto, a produção ainda é incipiente: apenas ~20 toneladas em 2024, menos de 1% do global.

O país destaca-se também em outros minerais críticos:

  • Nióbio: 94% das reservas mundiais (Araxá, MG).
  • Grafita: Segunda maior reserva.
  • Projetos de lítio (no Vale do Jequitinhonha e outros), níquel e cobre.

Em janeiro de 2026, o Ministério de Minas e Energia anunciou o início da Estratégia Nacional de Terras Raras, visando desenvolver toda a cadeia de valor — da mineração ao processamento e fabricação de produtos de alto valor.

Projetos em destaque:

  • Serra Verde (Goiás): Única mina em produção comercial fora da Ásia, com terras raras leves e pesadas. Recebeu financiamentos expressivos dos EUA (DFC) e vendeu produção inicial para mercados ocidentais.

EUA investem US$ 465 mi em projeto de terras raras em Goiás ...

  • Outros: Projeto Caldeira (Meteoric Resources), depósitos em MG (Araxá, Poços de Caldas), Bahia, Tocantins e Goiás.

O governo busca parcerias internacionais que incluam processamento local, rejeitando propostas que reduzam o Brasil a mero exportador de matéria-prima. Investimentos previstos em minerais críticos chegam a R$ 100 bilhões até 2029.

Terras raras: o que são, onde estão e por que os EUA se importam ...

Mapa de potencial de terras raras no Brasil, com destaque para Minas Gerais, Goiás e Bahia.

Desafios: Ambientais, Sociais e Tecnológicos

A mineração de terras raras gera impactos significativos: resíduos radioativos (devido a tório e urânio associados), consumo de água e energia, e riscos sociais em comunidades locais. O processamento é químico-intensivo e poluente.

No Brasil, desafios incluem:

  • Burocracia e licenciamento lento.
  • Falta de capacidade industrial para separação e refino.
  • Necessidade de tecnologias sustentáveis e reciclagem (atualmente, menos de 1% dos ETR são reciclados globalmente).

Soluções em discussão envolvem critérios ESG rigorosos, parcerias público-privadas e investimento em pesquisa (SGB e universidades).

Perspectivas Futuras: Oportunidade para o Brasil

A demanda por terras raras deve triplicar até 2040, impulsionada por VEs, eólica offshore, data centers de IA e eletrificação geral. Países como EUA, UE e Japão buscam fontes alternativas à China.

O Brasil tem vantagens comparativas únicas: reservas gigantes, matriz energética renovável (hidrelétrica, solar, eólica), localização estratégica e estabilidade relativa. Se investir em processamento local, fabricação de ímãs e baterias, e políticas industriais integradas, pode transformar recursos em soberania tecnológica e desenvolvimento econômico.

Iniciativas como a COP30 (no Brasil) e acordos internacionais podem acelerar isso. O risco é repetir o modelo de commodity: exportar bruto e importar caro o produto final.

Conclusão

Terras raras e minerais críticos não são apenas minerais — são o sangue da nova economia verde e digital. A dependência excessiva da China expôs vulnerabilidades globais, criando uma janela histórica para diversificação. O Brasil, com seu potencial geológico excepcional e vontade política recente (Estratégia Nacional de 2026), tem tudo para se tornar um ator relevante e responsável nesse cenário.

O sucesso dependerá de visão estratégica: não apenas extrair, mas agregar valor, proteger o meio ambiente e gerar benefícios sociais. No século XXI, quem controla a cadeia de minerais críticos controla parte do futuro tecnológico e energético. O Brasil está convidado a entrar no jogo — e a jogar para ganhar.

Referências principais: Dados do USGS (Mineral Commodity Summaries 2025), Ministério de Minas e Energia (Brasil), IEA e relatórios setoriais recentes.





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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

As Pedras de Nascimento: Uma Tradição Milenar Muito Além do Marketing





As origens históricas da tradição

Uma das referências mais antigas aparece na Bíblia, no livro de Êxodo. O peitoral usado pelo sumo sacerdote Arão era adornado com doze pedras preciosas, cada uma representando uma das doze tribos de Israel. As pedras citadas incluíam variedades como sardônio, topázio, carbúnculo, esmeralda, safira, diamante, jacinto, ágata, ametista, crisólita, ônix e jaspe (as traduções variam conforme a versão bíblica).

Culturas antigas como os babilônios, egípcios e gregos já associavam gemas específicas a deuses, planetas e constelações zodiacais. Acreditava-se que essas pedras carregavam energias protetoras e atributos ligados aos signos astrológicos. Usar a gema correspondente ao seu período de nascimento invocaria proteção divina e qualidades positivas.

Com a expansão do cristianismo, a Igreja tentou reduzir a influência da astrologia. As pedras passaram então a ser relacionadas aos doze apóstolos de Jesus ou a anjos da guarda. A crença no poder protetor das gemas permaneceu forte. Como nem todos podiam adquirir doze pedras diferentes, a tradição evoluiu para usar apenas a pedra ligada ao mês de nascimento — o que deu origem ao conceito moderno de “pedra de nascimento”.

O significado das pedras de nascimento por mês

A lista moderna de pedras de nascimento (padronizada principalmente no início do século XX e atualizada ao longo do tempo) associa uma ou mais gemas a cada mês. Aqui estão elas, com seus principais significados simbólicos e crenças tradicionais:

  1. Janeiro – Granada De cor vermelha intensa, a granada simboliza sangue, vitalidade e saúde. É considerada uma pedra de proteção contra pesadelos, perigos noturnos e solidão no escuro. Quem nasce em janeiro costuma ser visto como paciente, resiliente, consistente e criativo.
  2. Fevereiro – Ametista A ametista traz paz interior, clareza mental e equilíbrio emocional. É associada a maior autoconsciência, intuição aguçada e serenidade espiritual.
  3. Março – Água-marinha (e tradicionalmente também bloodstone/heliotrópio) Sua cor azul clara remete ao mar. A água-marinha fortalece amizades, promove lealdade e protege quem viaja por água ou nada. É a pedra da coragem serena e da boa companhia.
  4. Abril – Diamante Símbolo máximo de força, eternidade, invencibilidade e pureza. Por ser a gema mais dura, representa sucesso, excelência, longevidade e fidelidade. Incentiva autenticidade e verdade.
  5. Maio – Esmeralda Pedra da esperança, renovação e cura. Traz boa saúde, proteção contra doenças e habilidade de prever situações. Favorece a comunicação fluida e relacionamentos harmoniosos.
  6. Junho – Pérola (além de alexandrite e moonstone em listas modernas) Única gema orgânica (produzida por moluscos), simboliza pureza, inocência e lágrimas de lua. Está ligada a casamentos felizes, fidelidade, calma e equilíbrio emocional — não à toa, junho é o mês preferido para casamentos em muitas culturas.
  7. Julho – Rubi De vermelho vibrante (cor de sangue), representa paixão, coragem, força vital e integridade. Inspira contentamento pessoal, harmonia nos relacionamentos e energia para superar desafios.
  8. Agosto – Peridoto (e também spinel em listas atualizadas) Conhecida como “pedra do sol”, traz boa sorte, dignidade, proteção contra inveja e terrores noturnos. Promove otimismo e positividade.
  9. Setembro – Safira Pedra da sabedoria, verdade e clareza mental. Ajuda a discernir o certo do errado, promove serenidade interior e paz na alma.
  10. Outubro – Opala (e também tourmalina) Com seu jogo de cores iridescente, simboliza profundidade emocional, esperança, imaginação e intensidade sentimental. Estimula empatia e um “fogo interior” criativo.
  11. Novembro – Topázio (e citrino em listas modernas) Representa força física e mental, cura acelerada, praticidade e criatividade. É associada à saúde, generosidade e clareza de propósito.
  12. Dezembro – Turquesa (além de zircônia azul e tanzanita) Pedra da sorte, prosperidade e proteção. Absorve energias negativas, atrai boa fortuna para o ano novo e promove felicidade duradoura.

As pedras de nascimento vão muito além de uma simples moda ou estratégia comercial. Elas carregam milhares de anos de história, crenças espirituais e conexões culturais. Dar uma joia com a pedra de nascimento de alguém é um gesto carinhoso, pessoal e cheio de significado — uma forma de demonstrar afeto, proteção e respeito profundo.

Seja para presentear ou para usar no dia a dia, as birthstones continuam encantando pessoas ao redor do mundo, unindo passado ancestral e presente com beleza e simbolismo.

Qual é a sua pedra de nascimento?



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domingo, 1 de fevereiro de 2026

Top 10 - Gemas mais caras do mundo por quilate (Ct)

 As 10 gemas mais caras do mundo por quilate representam o ápice da raridade, beleza e demanda no mercado de pedras preciosas. Esses valores são baseados em leilões recordes, vendas privadas e avaliações recentes (2024-2025), onde fatores como cor intensa, clareza, origem e tamanho influenciam drasticamente o preço. Diamantes coloridos dominam o topo devido à sua escassez extrema, mas outras gemas raras competem em valor por quilate. Preços são aproximados e podem variar com o mercado.

Rare Light Blue Diamond 5.05ct Lab Loose Fancy Very IGI Radiant VS1

1. Diamante Azul — Até US$ 3,93 milhões por quilate Os diamantes azuis são os mais valiosos por causa da presença de traços de boro, que criam sua cor intensa e rara. A maioria vem da mina Cullinan (África do Sul). O exemplo clássico é o Oppenheimer Blue (14,62 quilates), vendido por US$ 57,5 milhões.

2. Diamante Rosa — Até US$ 1,19 milhão por quilate Diamantes rosas devem sua cor a distorções cristalinas durante a formação. São extremamente raros, especialmente em tamanhos maiores. O Pink Star (59,6 quilates) foi leiloado por US$ 71,2 milhões.

Pink Diamond 0.42ct Natural Loose Fancy Purple Pink Diamond GIA Cushion SI1

3. Diamante Vermelho — Até US$ 1 milhão+ por quilate Os diamantes vermelhos são os mais raros do planeta, com menos de 30 exemplares certificados. Sua cor vem de defeitos na estrutura cristalina. O Moussaieff Red (5,11 quilates) é um dos exemplos mais famosos, avaliado em milhões.

1.51CT Loose Diamond Fancy RED Color Natural Round Cut Brilliant EGL Certified

4. Jadeita (Imperial) — Até US$ 3 milhões por peça (dificuldade em calcular por quilate exato) A jadeita imperial, de verde vivo translúcido, é a variedade mais valiosa da jade, extraída principalmente de Myanmar. Sua raridade e simbolismo cultural na Ásia elevam o preço.

High Quality Imperial Green Jadeite Jade Ring 18k - Etsy

5. Rubi — Até US$ 1,18 milhão por quilate Rubis de "sangue de pombo" (vermelho vivo com fluorescência) de Myanmar são os mais procurados. O Sunrise Ruby (25,59 quilates) foi vendido por US$ 30 milhões.

GRS Certified PIGEON BLOOD RED Ruby 5.02 Ct. Natural Untreated ...

6. Esmeralda — Até US$ 305 mil por quilate Esmeraldas colombianas, com verde intenso e poucas inclusões, são as mais valorizadas. Uma esmeralda de 18 quilates foi vendida por US$ 5,5 milhões.

8.79 carat Old Mine Colombian Emerald and Diamond Ring – Ronald Abram

7. Alexandrita — Até US$ 70 mil por quilate Famosa pelo efeito de mudança de cor (verde à luz do dia, vermelho sob luz incandescente), devido ao cromo. As melhores vêm do Brasil ou Rússia.

Alexandrite: Rare Color-Changing Gemstone – Geology In

8. Painita — Até US$ 60 mil por quilate Descoberta em Myanmar em 1951, era considerada a gema mais rara do mundo por décadas. Sua cor marrom-avermelhada e composição complexa (borato) a tornam extremamente escassa.

Painite Value, Price, and Jewelry Information - Gem Society ...

9. Musgravita — Até US$ 35 mil por quilate Similar à taaffeita, mas ainda mais rara, com poucas dúzias de exemplares facetados conhecidos. Encontrada na Austrália e Madagascar, apresenta tons cinza-violeta.

Musgravite Gemstone: Properties, Meanings, Value & More

10. Red Beryl (Bixbite) — Até US$ 10-30 mil por carat Conhecida como a "esmeralda vermelha", é encontrada apenas em Utah (EUA). Sua cor vermelha vem de manganês, e cristais facetados acima de 1 quilate são raríssimos.

Red Beryl: Bixbite – Geology In

Esses valores refletem o mercado de colecionadores e leilões de luxo, onde pedras excepcionais podem superar recordes. Gemas como essas raramente aparecem no comércio comum — muitas são adquiridas por investidores ou museus. Se você busca investir ou colecionar, consulte especialistas certificados (GIA, GRS etc.), pois falsificações e tratamentos são comuns.







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sábado, 27 de dezembro de 2025

Principais Notícias da Mineração no Brasil e no Mundo em Dezembro de 2025

 O mês de dezembro de 2025 foi marcado por avanços significativos no setor de mineração global, com foco em minerais críticos, transições energéticas e desafios ambientais. No Brasil, o destaque foi para investimentos em minerais raros, vendas de ativos e iniciativas sustentáveis. Este artigo resume as principais novidades, com base em relatórios e atualizações recentes, destacando tanto o cenário internacional quanto o nacional.

Notícias Globais da Mineração

No panorama mundial, a mineração continuou a se adaptar à demanda por materiais para baterias e tecnologias verdes. Nos Estados Unidos, as tribos Shoshone-Paiute assinaram um acordo inovador com uma empresa de mineração para um projeto no condado de Owyhee, Idaho, visando equilibrar desenvolvimento econômico e preservação cultural. Essa parceria, anunciada em 27 de dezembro, é vista como um modelo para relações indígenas com a indústria.

O grafite ganhou destaque com o boom de baterias. Uma empresa nos EUA planeja explorar grafite para usos high-tech, industriais e militares, beneficiando-se de tensões geopolíticas. Já o ouro atingiu preços recordes em 26 de dezembro, impulsionado por déficits estruturais no cobre e aceleração da demanda.

No setor de minerais críticos, a NioCorp Developments aprovou o projeto de portal subterrâneo para o Elk Creek, no Nebraska, visando nióbio, escândio e titânio. O relatório mensal de mineradores de cobalto destacou uma queda de 90,3% na produção da Jinchuan Group nos primeiros nove meses de 2025, enquanto a Chilean Cobalt completou um investimento estratégico.

A demanda global por carvão deve atingir um recorde em 2025, segundo a Agência Internacional de Energia. A revista Mining Magazine revisou tecnologias de exploração, com tendências em interceptações e descobertas. Em mineração em águas profundas, 2025 trouxe mudanças radicais, com oposição da ONU, cientistas e povos indígenas, influenciadas pela administração Trump.

Ações de mineração de ouro e prata subiram em meio a tensões globais. Na África do Sul, a South32 e a Eskom exploram opções de energia pós-2031 para a fundição de alumínio.

Notícias da Mineração no Brasil

No Brasil, o setor atraiu investimentos estrangeiros crescentes, com um aumento de 67% no investimento direto desde 2022, centrado na mineração. A Associação Brasileira de Minerais Críticos (AMC), fundada recentemente, busca desenvolver uma cadeia integrada de suprimentos.

A Equinox Gold vendeu suas operações no Brasil (minas Aurizona, RDM e complexo Bahia) para a subsidiária da chinesa CMOC, em 15 de dezembro. A Microsoft apoiou a InPlanet para remover 28.500 toneladas de CO₂ via intemperismo aprimorado de rochas no Brasil.





No lítio, a Sigma Lithium destacou avanços na mina Grota do Cirilo. Financiamentos dos EUA para empresas de mineração no Brasil, como a Serra Verde (US$ 465 milhões para terras raras), antecipam acesso a minerais estratégicos.

A Jaguar Mining aguarda autorização da ANM para retomar a produção na mina de ouro em Turmalina. Lições de governança em barragens foram destacadas, com o GTMI operando desde 2025. Um tribunal federal cancelou o contrato de mineração do projeto Belo Sun, protegendo territórios indígenas.

De acordo com o site Notícias de Mineração, a produção mundial de aço caiu 2% de janeiro a novembro, afetando Brasil e China. A ANM reportou royalties de R$ 112 milhões para estados e municípios afetados. Exportações de minério de ferro recuaram 14,7% em novembro.

Em 26 de dezembro, o Panorama Mineração destacou projetos educacionais em MG e transformação de minas antigas em polos culturais. A mineração de bitcoin avançou no Brasil com isenções fiscais, mas sem regras específicas. Investimentos e inovações para 2025 foram anunciados, fortalecendo produção sustentável. A Vale atualizou projeções para 335 milhões de toneladas de minério de ferro em 2025. O Piauí emerge como novo polo com reservas de ferro e níquel.

O mês de dezembro de 2025 reforçou a importância da mineração para a transição energética global, com ênfase em sustentabilidade e inovação. No Brasil, o foco em minerais críticos e parcerias internacionais sinaliza crescimento, mas desafios como regulamentação e impactos indígenas persistem. O setor deve continuar evoluindo em 2026, impulsionado por demandas tecnológicas e ambientais.


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