O setor de mineração global e brasileiro viveu um período dinâmico entre fevereiro e o início de março de 2026, marcado pela intensificação da corrida por minerais críticos, impulsionada pela transição energética e pela eletrificação global. No mundo, destaque para parcerias internacionais, debates sobre normas éticas e investimentos em suprimentos estratégicos, enquanto no Brasil, o foco esteve em acordos bilaterais, exportações recordes e projeções de crescimento em cobre, níquel e terras raras. Este artigo compila as principais notícias, baseadas em fontes confiáveis, para oferecer uma visão completa do panorama.
Panorama Global: Geopolítica e Demanda por Minerais Críticos
O mês de fevereiro de 2026 foi caracterizado por um "Geopolitical Gold Rush", como descrito em resumos do setor, com nações ocidentais formalizando estruturas de financiamento para garantir cadeias de suprimento de minerais críticos. A demanda por minerais como lítio, níquel e cobalto, essenciais para baterias e tecnologias renováveis, continua em alta devido à expansão de energias renováveis e veículos elétricos.
Chamados da ONU por Práticas Justas
Em 5 de março, a ONU apelou por "fair play" na corrida global por minerais críticos, enfatizando a necessidade de normas internacionais para evitar tensões geopolíticas e garantir uma transição equitativa para economias de zero carbono. No dia seguinte, reforçou a importância de respeitar padrões estabelecidos na extração e processamento desses recursos, projetando um aumento na demanda global nas próximas décadas.
Parcerias e Investimentos Internacionais
O Canadá anunciou, em 2 de março, 30 novas parcerias em minerais críticos com investimentos de C$12,1 bilhões, mobilizando capital e cooperação para projetos prioritários. Nos EUA, o presidente Trump priorizou a caça global por minerais, com acordos em países como Ucrânia e Austrália, e uma visita do Secretário do Interior a Venezuela para acesso a reservas de terras raras e ouro. A Groenlândia registrou aumento no interesse de investidores da UE, Canadá e Reino Unido em sua mineração, impulsionado por ameaças de anexação de Trump.
Debates sobre Mineração em Águas Profundas e Ártica
O debate sobre mineração em águas profundas atingiu um momento crítico, com governos discutindo um código de mineração no fundo do mar na Assembleia da Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos, em março. No Ártico, o interesse em mineração na Groenlândia reflete a importância estratégica de minerais críticos, embora planos noruegueses tenham sido pausados por oposição pública.
Mercado de Níquel e Prata
No níquel, preços spot caíram, mas governos correm para estocar minerais críticos em uma era de "nacionalismo de recursos". A Nornickel reportou lucro de US$2,47 bilhões em 2025, enquanto a Vale vendeu operações no Canadá. Na prata, o rally pode entrar em nova fase, com instituições migrando para ações de mineração.
Conferências e Perspectivas
A PDAC 2026, em Toronto, atraiu recordes de participantes, refletindo momentum global em exploração. Saskatchewan promoveu seu setor na conferência, projetando produção de seis minerais críticos até o fim de 2026. No geral, preços de minerais permanecem altos, com Peru e Chile liderando em cobre.
| Principais Investimentos Globais em Fevereiro-Março 2026 |
|---|
| País/Iniciativa |
| Canadá (Critical Minerals Production Alliance) |
| EUA (Ex-Im Bank para "energy dominance") |
| Venezuela (Acordo com Trafigura) |
Panorama Brasileiro: Exportações em Alta e Acordos Estratégicos
No Brasil, o setor mineral projeta investimentos de US$76,9 bilhões entre 2026-2030, com destaque para cobre, níquel e terras raras, juntando-se ao minério de ferro e ouro. O país acelera na corrida global por minerais críticos, firmando parcerias para reduzir dependência da China.
Exportações e Balança Comercial
Minas Gerais registrou US$6,6 bilhões em exportações nos primeiros dois meses, alta de 5,9%, com ouro crescendo 82,7%. Exportações de ouro não monetário subiram 72% em fevereiro, para US$700 milhões, impulsionadas pela demanda global. A balança comercial teve superávit de US$4,208 bilhões em fevereiro, o quarto melhor para o mês, graças a petróleo e minérios.
Acordos Internacionais
O Brasil assinou pactos com Índia (US$20 bilhões em mineração e minerais) e Coreia do Sul para processamento de terras raras, visando EVs e defesa. Com os EUA, um acordo de US$565 milhões financia extração de terras raras. Parcerias com Europa e Índia visam exploração de minerais críticos até março.
Projetos e Investimentos Domésticos
A St George Mining elevou em 75% estimativas em Araxá. Cabral Gold avança projeto de ouro no Pará, com produção prevista para Q4 2026. Aura Minerals investirá US$278 milhões em expansão; Cedro Participações, R$5 bilhões em logística e US$700 milhões em pellet feed. Grandes mineradoras como Vale e Ero Copper planejam milhões em operações.
Outros Destaques
Importações de fertilizantes do Oriente Médio caíram 34% devido a conflitos. IGP-DI de fevereiro recuou 0,84%, puxado por minério de ferro e soja. Na PDAC 2026, Brasil destacou dados geológicos e estudos de minerais críticos. Expectativas para 2026 incluem ciclo de crescimento, com real valorizado.
Conclusão: Tendências e Desafios Futuros
O período reflete uma aceleração na geopolítica mineral, com Brasil posicionando-se como fornecedor chave. Desafios incluem burocracia e tarifas, mas oportunidades em minerais críticos prometem crescimento sustentável. Com política acelerando, o setor pode ver mais investimentos, priorizando precisão e segurança de suprimentos.
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